sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CATECISMO ANGLICANO


Pergunta 1: Qual é o teu Nome?

Resposta: N. ou N. N.



Pergunta 2: Quem te deu esse Nome?

Resposta: Os meus Padrinhos no Batismo; em que fui feito membro de Cristo, filho de Deus, e herdeiro do reino do céu.



Pergunta 3: Que prometeram então por ti os teus Padrinhos?

Resposta: Prometeram e fizeram voto de três coisas em meu nome: Primeiro, que eu renunciaria ao diabo e a todas as suas obras, às pompas e vaidades deste mundo perverso e a todos os apetites pecaminosos da carne; Segundo, que eu creria em todos os Artigos da Fé Cristã; e Terceiro que guardaria a santa vontade de Deus e seus mandamentos, e neles andaria todos os dias de minha vida.



Pergunta 4: Não te julgas obrigado a crer e a proceder conforme prometeram por ti?

Resposta: Por certo; e assim o farei, ajudando-me Deus. E de todo o coração dou graças a nosso Pai celestial, porque me chamou a este estado de salvação, mediante Jesus Cristo, nosso Salvador. E rogo a Deus que me dê sua graça, para que continue assim até o fim de minha vida.



Catequista 5: Dize os Artigos de tua Crença.

Resposta: Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra;E em Jesus Cristo seu único Filho nosso Senhor; O qual foi concebido por obra do Espírito Santo, Nasceu da Virgem Maria; Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, Foi crucificado, morto e sepultado: Desceu ao Hades; Ressuscitou ao terceiro dia: Subiu ao céu e está sentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso: Donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo: Na santa Igreja Católica; Na Comunhão do Santos: Na Remissão dos pecados: Na Ressurreição do corpo: E na vida eterna. Amém.



Pergunta 6: Que entendes principalmente por esses Artigos da tua Crença?

Resposta: Primeiro, entendo que devo crer em Deus Pai, que me criou e a todo o mundo;Segundo, em Deus Filho, que me remiu, e todo o gênero humano;Terceiro, em Deus Espírito Santo, que me santifica e a todo o povo de Deus.

Pergunta 7: Disseste que os teus Padrinhos prometeram solenemente que guardarias a santa vontade de Deus e os seus Mandamentos. Dize-me quantos Mandamentos há.

Resposta: Dez.



Pergunta 8: Quais são?

Resposta: Os mesmos que Deus pronunciou, como se encontra no capítulo vinte do livro de Êxodo, dizendo: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

I. Não terás outros deuses diante de mim;

II. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima nos céus, nem abaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, e visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e a quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

III. Não tomarás o Nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente aquele que tomar o seu Nome em vão.

IV. Lembra-te de santificar o dia do Descanso. Seis dias trabalharás, e farás tudo o que tens para fazer; mas o sétimo dia é o Descanso do SENHOR teu Deus. Nele não farás obra alguma; nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o peregrino que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e terra, o mar, e tudo o que neles há, e descansou ao sétimo dia; por isso o SENHOR abençoou o dia sétimo e o santificou.

V. Honrarás a teu pai e a tua mãe; para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.

VI. Não matarás.

VII. Não adulterarás.

VIII. Não furtarás.

IX. Não dirás falso testemunho contra teu próximo.

X. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertencer.



Pergunta 9: Que entendes principalmente desses mandamentos?

Resposta: Entendo duas coisas: o meu dever para com Deus, e o meu dever para com o meu Próximo.


Pergunta 10: Qual é o teu dever para com Deus?

Resposta: O meu dever para com Deus é Crer nele, temê-lo, E amá-lo com todo o meu coração, com todo o meu entendimento, com toda a minha alma, e com todas as minha forças; Adorá-lo, dar-lhe graças; Por nele toda a minha confiança, invocá-lo; Honrar o seu santo Nome e Palavra; E servi-lo verdadeiramente todos os dias de minha vida.



Pergunta 11: Qual o teu dever para com o teu Próximo?

Resposta: O meu dever para com o meu Próximo é Amá-lo como a mim mesmo, e fazer a todos o que desejara me fizessem a mim; amar, honrar e socorrer a meu pai e mãe; prestar honra e obediência às autoridades civis; Respeitar a todos os meus governadores, professores, pastores espirituais e mestres; E revestir-me de humildade e reverência, como convém a um servo de Deus, para com todos os meus superiores; Não ofender a ninguém, nem por palavras, nem por ações; Ser verdadeiro e justo em todos os meus atos; Não conservar ódio e nem rancor no meu coração; Guardar as minhas mãos do furto e roubo; Preservar a minha língua da maledicência, mentira e calúnia; Conservar o meu corpo em temperança, sobriedade e castidade; Não cobiçar nem desejar os bens alheios, Mas instruir-me e trabalhar honestamente para manter-me, E cumprir o meu dever no estado de vida a que Deus se aprouver chamar-me.



Catequista (12): Meu caro Filho, aprende isto: Não és capaz de cumprir tudo isso; por ti mesmo, nem andar nos Mandamentos de Deus e servi-lo, sem sua graça especial; a qual deves aprender a pedir incessantemente em fervorosas orações. Vejamos, pois, se sabes dizer a Oração Dominical.

Resposta: PAI nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu Nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; Pois teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém.



Pergunta 13: Que desejas, nesta Oração, que Deus te faça?

Resposta: Rogo ao Senhor meu Deus, nosso Pai celestial, que é o Autor de todo o bem, que me envie a mim e a todos a sua graça; para que o adoremos e sirvamos, e lhe obedeçamos, como devemos fazer. E suplico a Deus, que se digne conceder-nos tudo quanto carecemos para nossos corpos e almas; que se compadeça de nós, e nos perdoe os pecados, que haja por bem salvar-nos e defender-nos de todos os perigos espirituais e corporais; que nos livre de todo o pecado e maldade, e do nosso inimigo espiritual, e da morte eterna. E confio em que fará tudo isto por sua misericórdia e bondade, mediante nosso Senhor Jesus Cristo. E portanto digo ao concluir: Amém, isto é, Assim seja.



Pergunta 14: Quantos Sacramentos instituiu Cristo em sua Igreja:

Resposta: Só dois, que são geralmente necessários para a salvação; a saber, o Batismo e a Ceia do Senhor.



Pergunta 15: Que queres dizer com essa palavra Sacramento?

Resposta: Quero dizer um sinal externo e visível de uma graça interna e espiritual, que se nos concede, instituído pelo próprio Cristo, como meio de recebermos essa graça, e como penhor que nos assegure dela.



Pergunta 16: Quantas partes há num Sacramento?

Resposta: Duas; o sinal externo e visível, e a graça interna e espiritual.


Pergunta 17: Qual é o sinal externo e visível ou forma no Batismo?

Resposta: É a água, com a qual a pessoa é batizada. Em o Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.



Pergunta 18: Qual é a graça interna e espiritual?

Resposta: A morte para o pecado e o novo nascimento para a retidão; porque sendo por natureza nascidos em pecado, e filhos da ira, com isso nos tornamos filhos da graça.



Pergunta 19: Que se requer das pessoas que hão de ser batizadas?

Resposta: Arrependimento, pelo qual renunciem o pecado; e Fé, pela qual creiam firmemente nas promessas de Deus que se lhes faz neste sacramento.



Pergunta 20: Por que, então, se batizam Crianças, quando, por sua tenra idade, não podem cumprir o que delas se exige?

Resposta: Porque prometem ambas as coisas por intermédio de seus Padrinhos; ficando obrigados a cumprir essa promessa logo que atinjam a idade da discrição.



Pergunta 21: Para que foi instituído o Sacramento da Ceia do Senhor?

Resposta: Para memória perene do sacrifício da morte de Cristo, e dos benefícios que dela recebemos.



Pergunta 22: Qual é a parte externa ou sinal da Ceia do Senhor?

Resposta: O Pão e o Vinho, que o Senhor ordenou que fossem recebidos.



Pergunta 23: Qual é a parte interna, ou verdade significada?

Resposta: O Corpo e o Sangue de Cristo, que são espiritualmente tomados e recebidos pelos fiéis na Ceia do Senhor.

Pergunta 24: Quais são os benefícios de que nesse ato nos tornamos participantes?

Resposta: Nossas almas são fortalecidas e confortadas pelo Corpo e Sangue de Cristo, bem como o são os nossos corpos pelo Pão e Vinho.



Pergunta 25: Que se requer dos que vêm à Ceia do Senhor?

Resposta: Que a si mesmos se examinem para ver se estão verdadeiramente arrependidos de seus pecados passados, propondo firmemente empreender vida nova; se têm fé viva na misericórdia de Deus mediante Cristo, com grata recordação de sua morte; e se estão em caridade com todos os homens.


Fonte: Livro de Oração Comum, segundo o uso da Igreja Episcopal Brasileira, 1950.

Extraído e adaptado de: http://www.dar.org.br/loc-2008/94-catecismo-anglicano/496-catecismo-anglicano.html

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CALENDÁRIO LITÚRGICO


Calendário e lecionário: nosso patrimônio cristão
(trechos do Manual do Culto)

I - Sobre o Calendário Litúrgico

Calendários cívicos comemoram obras humanas. O Calendário Litúrgico celebra o que Deus fez em Cristo, o que continua a fazer hoje mediante seu Espírito Santo, e o que promete fazer no futuro. É um lembrete contínuo de que a salvação não vem de nós, e sim da graça de Deus em Jesus Cristo. O fato de se acompanhar o ano da graça do Senhor nos cultos da Igreja semana após semana, anos após ano, leva à compreensão real do sentido bíblico da adoração e louvor...
O calendário cristão ou ‘litúrgico’ gira em torno dos grandes atos de Deus em Jesus Cristo para a redenção do mundo. O nascimento, vida, morte, ressurreição e volta prometida do Senhor, bem como sua dádiva do Espírito Santo à Igreja, dão sentido aos dias e épocas do ano cristão.....
O Ano Cristão possui três ciclos:
1) a seqüência semanal do domingo que, de sete em sete dias, comemora a ressurreição do Senhor, formando o alicerce e o núcleo do ano litúrgico.
2) o Ciclo do Natal que inclui as quatro semanas do Advento, os 12 dias do Natal, e termina no dia 6 de janeiro, a Epifania do Senhor.
3) o Ciclo da Páscoa que abrange 40 dias da Quaresma (terminando na Semana Santa), os 50 dias da Páscoa e chega ao apogeu no Dia de Pentecostes.
O ano litúrgico, entretanto, caracteriza-se na sua maior parte pelo Tempo Comum – tempo normal ou habitual. É o tempo-padrão, marcado pelo ciclo semanal tendo seu ponto alto na adoração dominical do Senhor ... Duas vezes por ano, o tempo comum cede lugar ao tempo não-comum – os Ciclos do Natal e da Páscoa....
Todavia, durante o tempo comum ocorrem quatro dias especiais – Batismo do Senhor, Transfiguração do Senhor, Trindade e Cristo, o Rei do Universo.

II – Sobre as Cores do Tempo da Graça

Em décadas recentes, as igrejas presbiterianas vêm-se utilizando das cores litúrgicas para realçar os diferentes dias e épocas do ano cristão. As cores são empregadas nas togas do pastor e do coro, nas toalhas da mesa e púlpito, em marcadores de página, na Bíblia do púlpito, nas oferendas florais e em bandeiras litúrgicas...
O esquema tradicional das cores litúrgicas é simples:
O branco e a cor de ouro simbolizam a Divindade, luz, glória, alegria e vitória. São usadas para celebrar a obra redentora de Cristo (Natal, Epifania, Batismo do Senhor, Transfiguração do Senhor, Páscoa, Ascensão do Senhor, Trindade e Cristo, o Rei do Universo).
O vermelho, símbolo do fogo e do sangue dos mártires, é a cor das celebrações do Espírito Santo e da Igreja: Pentecostes, ‘31 de Julho, Dia da Reforma, bem como aniversário das igrejas locais, ordenação e investidura de pastores.
O roxo caracteriza as épocas do ano cristão dedicadas à reflexão, arrependimento e preparação, como o Advento e a Quaresma.
O azul claro tem sido empregado também durante o Advento por expressar a esperança.
O preto denota morte, sendo usado na Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira da Paixão.
O verde, cor da natureza, vida e crescimento, é usado ao longo do tempo comum”.


Fonte: http://catedralonline.com.br/portal/modules/mastop_publish/?tac=Nossas_tradi%E7%F5es

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O QUE SIGNIFICA SER ANGLICANO?



Ser Anglicano Significa:

Ser parte da Igreja de Cristo, sem excluir ou isolar-se de outros Cristãos.


Participar da vida do povo de Deus, com suas alegrias e tristezas.

Pertencer a uma comunidade onde cada pessoa é respeitada em sua individualidade e pode utilizar os seus talentos.

Apresentar uma teologia baseada nas Escrituras Sagradas e na Tradição, coerente com a inteligência e com a razão.

Estar disposto a celebrar a unidade na diversidade.

Considerar com seriedade as Escrituras Sagradas, sem crer que cada passagem deva ser interpretada literalmente.

Preferir a liberdade em Cristo, mais do que a uniformidade de opiniões.

Sentir devoção e reverência pelos Sacramentos, sem tentar definir cada ponto desses grandes mistérios.

Conceber o ministério como dever e privilégio de todos os batizados.

Insistir na moralidade (aquilo que é bom e edifica) e evitar o moralismo (que define a salvação decorrente de uma conduta e não pela obra de Cristo).

Participar da herança apostólica, a fé no Evangelho de Cristo.

Ser parte de uma história antiga e sagrada, que se renova a cada dia.

Crer que a Igreja é de todos e que todos têm o privilégio de sustenta-la segundo a possibilidade de cada um.

Participar da administração e do governo da Igreja segundo a ordem estabelecida.

Pertencer a uma família internacional, intercultural e inter-racial que por mandato de Cristo, proclama o Evangelho até o último recanto da terra.


(Cartaz afixado na Catedral de Cantuária em 1988, por ocasião da Conferência de Lambeth).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

NOTA EPISCOPAL 01/2010






Todo o Clero - Bispo, Sacerdotes (presbíteros) e diáconos - da Igreja Episcopal do Evangelho Pleno (IEEP), está autorizado a celebrar em Rito Anglo-Católico no Brasil e no exterior. Nossa Igreja está, internacionalmente, filiada a Fraternidade dos Anglicanos Confessantes (Fellowship of Confessing Anglicans) e não matém vínculos com a Igreja Católica Romana.

Dom Josué Souza Torres
Bispo Primaz da IEEP

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL



Dizem que a maior festa popular do Brasil é o Carnaval, um período de quatro dias que, em países de maioria católica, precedem a quarta-feira de cinzas.

Sua origem remonta a época em que não se comia carne durante toda a quaresma (40 dias) e então o povo para se despedir do uso saboroso dela, realizava a festa da carne ou carnaval, onde tudo era permitido: carnes e bebidas em excesso e sexo de toda natureza.

No Brasil, um país de pessoas de todas as origens, esta festa ganhou particular importância, recebendo, inclusive, aporte financeiro do poder público que não tem dinheiro para educação, saúde, saneamento básico e segurança pública, por exemplo.

O que acontece nesse período? Além de bailes, danças de rua e desfiles aparentemente culturais, os baixíssimos padrões morais de nosso povo se rebaixam ainda mais, ficando quase que inexistentes e praticamente tudo é permitido: drogas, imoralidades, furtos, bebedeiras e como conseqüência temos crimes de toda natureza como homicídios, roubos, estupros, abortos, agressões, violência de toda sorte, tudo isso elevado a níveis muito superiores aos comuns, o que propositalmente os telejornais e o governo omitem.

Não é a toa que o Brasil é visto no estrangeiro como a terra da licenciosidade e do turismo sexual, pois indiretamente até nossas propagandas turísticas reforçam essa idéia.

E os cristãos brasileiros, como ficam diante de tudo isto? Boa parte, talvez a maioria, como são meramente nominais, se entregam aos pecados desse tempo como sendo a coisa mais normal do mundo e nem se lembram que são cristãos, outros se recolhem em retiros e congressos e outros ainda dizem “evangelizar” (de forma bem duvidosa diga-se de passagem) nesse período.

Na verdade, o cristão precisa ser “luz do mundo e sal da terra” (Mt 5.13-16) em todo o tempo e lugar, mas por causa desse pseudo-cristianismo, apagado e insosso, que a maioria vive o nome de Deus é constantemente blasfemado em nossa pátria. Deus tenha piedade de nós! Vamos reverter este quadro?


Rev. Sandro+