quinta-feira, 5 de novembro de 2009

VOCÊ SABE O QUE É RITO ANGLO-CATÓLICO?


O Rito Anglo-Católico surgiu na Igreja da Inglaterra no século XIX com o Movimento de Oxford que visava resgatar os aspectos litúrgicos católicos do anglicanismo(http://pt.wikipedia.org/wiki/Anglo-catolicismo ).

Este Rito é extremamente semelhante ao rito católico comum, com o sacerdote ordenado em sucessão apostólica, devidamente paramentado (“batina”) conforme as cores litúrgicas, só que com maior flexibilidade para atender o casal segundo o seu próprio perfil. É, portanto, um rito independente, seguindo a tradição inglesa (“anglo”) e NÃO a romana.

Por seu aspecto ecumênico, um celebrante em Rito Anglo-Católico pode atender, para casamento, pessoas de todas as Igrejas, inclusive divorciados, seja em sítios, buffets, hotéis, residências ou capelas particulares. Nossa Igreja celebra também em Rito Anglo-Católico.

Atenção! O Rito Anglo-Católico NÃO está vinculado à Igreja Católica Romana.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

NOTA EPISCOPAL 02/2009


É VÁLIDO O BATISMO CONFERIDO PELA IEEP?



A Igreja Episcopal do Evangelho Pleno (IEEP) é uma Igreja Anglicana continuante, filiada a Fraternidade dos Anglicanos Confessantes (Fellowship of Confessing Anglicans) e portanto, confere o batismo em rito anglicano.

Algumas pessoas, principalmente católicas, nos questionam: É válido o batismo conferido pela IEEP? Para sanar, de forma insuspeita, esta questão vejamos a posição católica, através da Paróquia São José da Diocese de São Miguel Paulista em São Paulo que nos diz:

“Certamente é valido o Batismo celebrado pelas Igrejas Ortodoxas, Anglicanas...”
(http://www.acaojose.com.br/displaycol_infoh.asp?id=5161&categ=Colunista&sessao=Hunaldo – Acesso em 03/11/09 - grifo nosso).

Igualmente esclarece a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: "O Batismo é administrado uma só vez na vida de uma pessoa. Assim, deve ser levada em conta a validade ou não do Batismo realizado por outras confissões cristãs conforme as normas do cânon 869§2 e 3.
a) Certamente é valido o Batismo celebrado pelas Igrejas Ortodoxas, Anglicanas, Luteranas, Metodistas, Presbiterianas, Batistas, Adventistas, Assembléia de Deus, Congregacionais e a maioria das Igrejas Pentecostais. (http://www.e-padre.com/default.asp?secao=documentos.asp&cod_cat=3 - grifo nosso).

Assim sendo, todo batismo anglicano, que é sempre realizado com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, na intenção de inserir o batizando no Corpo de Cristo, é completamente válido, inclusive para a Igreja Católica, como se vê no link citado; logo, isto inclui o batismo celebrado por nossa Igreja que assim: “certamente é válido”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O CRISTÃO E A MORTE




Nosso calendário marca a 2 de novembro o conhecido “Dia dos finados”, diante deste fato ficamos a refletir: O que é a morte para o cristão? Como devemos encará-la? Com medo, angústia, esperança, expectativa?

O ser humano não nasceu para morrer, mas a morte foi introduzida em nosso mundo de forma irreversível como conseqüência do pecado humano e como juízo de Deus sobre tal pecado (Rm 6.23; Gn 2.16,17).

Logo, a morte é algo estranho e em certo sentido amedrontador, mesmo para os salvos em Cristo (Mt 26.38-39) que tem em si a promessa de uma vida eterna e melhor (Jo 3.16; Jo 14.1-3), por se tratar de juízo divino e algo não natural originalmente.

Todo cristão, mesmo que tenha um natural medo de morrer (instinto de sobrevivência), tem a infalível promessa e garantia de Deus, de que se ele creu em Cristo Jesus, entregando-se a Ele de todo o coração nessa vida, ao partir, por mais humilde que seja, essa pessoa partirá seguro pelas benditas mãos do Salvador Jesus e com Ele se encontrará em eternidade de alegrias (Fp 1.21-23).

Portanto, cabe a todos nós que seguimos a Jesus Cristo, proclamarmos o Seu santo evangelho, para que o maior número possível de pessoas nele creiam e alcancem a graça da salvação eterna (At 4.12), isto nesta vida, pois depois da morte está selado o destino eterno de cada um (Hb 9.27).

Soli Deo Gloria!



Rev. Sandro+


Extraído de: "Meditações para o dia a dia 2009", p. 314 (Editora Vozes).

sábado, 31 de outubro de 2009

E A REFORMA TINHA RAZÃO...










A Reforma Protestante do Século XVI foi um movimento dentro da Igreja Cristã com vistas a trazer o Cristianismo de volta ao Evangelho e aos valores fundamentais das Escrituras. No entanto, muitos de seus postulados só foram aceitos pela Igreja Católica no Concílio Vaticano II (1962-1965). E não é que a Reforma tinha razão...

+ A Reforma propunha que a celebração cristã acontecesse em língua vernácula, no Concílio Vaticano II Roma aceitou este fato.

+ A Reforma propunha que na celebração cristã o oficiante estivesse voltado para o povo, no Concílio Vaticano II Roma aceitou este fato.

+ A Reforma propunha que a Bíblia fosse traduzida na linguagem do povo, no Concílio Vaticano II Roma aceitou este fato.

+ A Reforma propunha que a Bíblia fosse colocada na mão dos leigos para que todos tivessem acesso à Palavra de Deus, no Concílio Vaticano II Roma aceitou este fato.

+ A Reforma propunha que a educação cristã (catequese) fosse aberta a todo o povo, no Concílio Vaticano II Roma aceitou este fato.

+ A Reforma propunha que a Salvação se dá exclusivamente pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo (Ef 2,8-9), Em 1999 Roma aceitou este fato fundamental e básico da fé cristã em Documento assinado pela Igreja Romana e a Federação Luterana Mundial.


Da mesma forma, ainda existem muitos ensinos da Reforma que Roma bem faria em acatar, como o celibato opcional do clero, a comunhão sob duas espécies, a confissão comunitária diretamente a Deus, a conciliaridade, entre outros. Muitas vezes, Roma tem agido com lentidão custando a abrir mão de velhas tradições, o que é lamentável, pois entre outras coisas, emperra o diálogo ecumênico.

Se Roma tivesse sido mais flexível, Lutero teria conseguido o que almejava, reformar a Igreja Cristã, mas com o espírito de intolerância da época, dividiu-se, mais uma vez, a Cristandade; hoje todos lamentamos!!!


Rev. Sandro+

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ROMA E OS ANGLICANOS: ALGUMAS REFLEXÕES



No último dia 20 de outubro de 2009, o Vaticano comunicou que estará publicando uma “Constituição Apostólica” possibilitando recepcionar na Igreja Católica clérigos e leigos oriundos do anglicanismo (cantuariano e continuante). Esta notícia gerou certo alvoroço no meio cristão e em especial entre os simpatizantes da ala anglo-católica, haja vista que os anglicanos protestantes não se interessam em regressar à Igreja de Roma. No entanto, algumas reflexões precisam ser feitas sobre este tema:


1.Roma continua não reconhecendo as ordens anglicanas, o clérigo que for recepcionado na Igreja Católica deverá ser reordenado.

2.Roma continua não reconhecendo o divórcio, motivo que levou muitos a saírem das fileiras romanas para as anglo-católicas, portanto, ela não deverá recepcionar ninguém em segundas núpcias em seu ministério e nem permitir a celebração de casamento para divorciados, algo absolutamente comum no anglicanismo.

3.Roma continua não reconhecendo a ordenação feminina, algo aceito por grande parte do anglicanismo.

4.Roma continua não reconhecendo o chamado “casamento” homossexual, o que exclui de suas fileiras boa parte dos clérigos anglicanos liberais.

5.Roma restringe ao presbiterado o ministério de homens casados, portanto estes sacerdotes nunca serão escolhidos como bispos.

6.Roma criou esta “Constituição Apostólica” em resposta ao pedido de tradicionalistas anglicanos (continuantes, inclusive), portanto, ela visa, prioritariamente, receber clérigos que possuam comunidades reais, com fiéis e não clérigos com comunidades virtuais, como acontece em muitos casos.

7.Roma estipulará, de certo, requisitos a serem cumpridos pelos postulantes a esta recepção e estes requistos passam pela subscrição integral da doutrina romana - não são poucos os anglo-católicos que afirmaram só acolher os sete Concílios da Igreja Indivisa e alguns rejeitaram inclusive a cláusula “filioque” do Credo Niceno, todos esses terão de voltar a trás.

8.Roma pedirá, de certo, um mínimo de formação teológica adequada aos postulantes à recepção, requisito que boa parte dos que se apresentam atualmente como anglo-católicos não preenche.


Assim sendo, penso ser necessário aguardarmos mais e esperarmos a publicação do Documento. Aos que desejarem caminhar com a Igreja Romana que Deus os abençõe e aqueles que pretenderem continuar no anglicanismo, que Deus os ilumine e em todo o caso: “seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu”.



Rev. Sandro+